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    Quando cai a noite

    Composição: Dinho Diniz -

    Direção Artística: Márdem Nogueira e Rodrigo Menezes -

    Produção: Robson Rezende Filmes & Fotos

    Confiram no http://br.youtube.com/watch?v=-GncVWz7-YA&eurl=http://marmoraes.blogspot.com/

    http://br.youtube.com/watch?v=7EI931yTjlk&feature=related

    http://br.youtube.com/watch?v=jDCoHjF85YI&feature=related

     



    Escrito por Maria B. Moraes às 09h38
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    Zarolho

    Autoria de Mauro Caramico

    1.
    Era um juiz zarolho, mas não nasceu assim: seus olhos foram se afastando, um do outro, com o passar do tempo, como se um quisesse andar reto, e o outro insistisse em desviar-se do caminho.

    No começo, o desvio era ligeiro, quase imperceptível. Ele até achava um pouco charmoso, quando treinava, no espelho, um olhar de baixo para cima.

    Mas, com o tempo, foi ficando genuinamente zarolho, suas duas pupilas se repelindo a cada dia e esbugalhando os globos oculares, a ponto de perguntarem, os mais íntimos, se ele tinha alguma doença cardíaca (há quem acredite que doenças cardíacas esbugalham os olhos). Sua saúde, no entanto, era perfeita, não fosse estar ligeiramente acima do peso - o que, com o seu metro e noventa, não era sequer um problema estético.

    Nem sua visão piorou: tinha miopia e astigmatismo desde pequeno, e os graus de uma e de outro não aumentaram fora do esperado (afinal, passava os dias lendo processos, e suas vistas deviam, mesmo sofrer alguma conseqüência).

    A zarolhice o incomodava mais que tudo: odiava as piadinhas (um olho no peixe, outro no gato; quando pede a uma moça para dançar, saem duas etc.), odiava os que não conseguiam olhar para ele, nas audiências. E odiava a cara apatetada que acabou adquirindo - embora fosse casado com a mesma mulher havia mais de dez anos, era muito vaidoso, gostava de insinuar-se para as advogadas, estagiárias e funcionárias que freqüentavam a sua sala. Zarolho, sentia-se ridículo.

    Tentou de tudo: seu clínico geral, os três oftalmologistas e um cardiologista (que consultou, porque, afinal, nunca se sabe, vox popoli...) não souberam dizer a causa do esbugalhamento e do enzarolhamento dos seus olhos, menos ainda indicaram alguma possibilidade de cura. Não havia casos similares em sua genealogia, nem qualquer causa física aparente. Fez exames de toda espécie, que não acusaram absolutamente nada de errado. Um oculista chegou a recomendar óculos escuros, como única solução.

    Embora fosse católico (rezava à noite, e tinha até um crucifixo, na sala de audiências), procurou mesas-brancas e pais-de-santos. Fez simpatias, rezas; tomou bênçãos e passes. Usou guias, arruda, figas. Plantou espada-de-são-jorge, comprou pimenteiras, usou sal grosso. Tudo em vão. Nem tratamento homeopático, que tentou por meses e meses, tomando as bolinhas sem faltar, deu resultado: continuava cada vez mais zarolho, cada vez mais esbugalhado.

    E ele estava certo de uma coisa - era só essa estapafúrdia zarolhice que o impedia de ascender ao Tribunal: era o juiz mais antigo da primeira instância, seus processos estavam em dia, tinha pouquíssimas representações contra si e julgava cada processo com cuidado. Só permitia a estagiários e escreventes ambiciosos que fizessem os relatórios das sentenças: as decisões, a fundamentação e a parte dispositiva, ao menos, ele mesmo as redigia.

    Além do mais, sua família tinha tradição na magistratura paulista. Seu pai e dois de seus tios tinham sido desembargadores. Um deles, honra da família, chegou a ministro do Supremo (mas só ocupou o cargo por alguns meses, aposentando-se, em seguida, com o salário de ministro). Enfim, tendo estirpe, não sendo incompetente, nem desonesto, só podia culpar a zarolhice pela sua longa estagnação na primeira instância. E a culpava, pois.

    2.
    Numa reunião semanal, que alguns juízes estavam se habituando a fazer num bar bacaninha, ouviu de um desembargador um pedido nada inusitado: o caso assim-assim, por favor, veja lá, dê uma olhada com carinho: "a autora é viúva, minha cunhada, não tem quem olhe por ela. E depende dessa ação para tocar a vidinha, sabe como é. Não quero nada demais, só que examine com calma o processo e, se achar que não dá, me avise". Respondeu como sempre respondia a essas solicitações familiares: "claro, claro, não se preocupe, não nego nada a quem tem razão".

    Tinha uma tática definida, para esses casos: apressava a decisão, mas, fora isso, julgava conforme suas próprias convicções. Se achasse que o solicitante tinha razão, não a negava e, antes de divulgar a sentença, ligava, avisava que atenderia ao pedido (às vezes até fazia um charminho, brincando com um ou outro argumento mais frágil do solicitante) e nunca pedia nada. Se dessem, bem; se não, outras vezes haveria, e a estória haveria de ser outra.

    Já nos raros casos em que achava que o solicitante não tinha razão, sentenciava, registrava a sentença e, no dia em que devolveria o processo ao Cartório, ligava para o solicitante, lamentando não poder atender ao pedido, porque suas convicções estavam do outro lado. Se não angariava simpatias, com isso, ao menos o solicitante passava a vê-lo com um misto de raiva e respeito, que não lhe era de todo desagradável.

    Mas foi, então, ver o caso do novo pedidinho.

    3.
    Não era um casinho à toa, não senhor. Era uma reintegração de posse de uma área enorme, que estava invadida por barracos de favela, na zona sul da cidade. Perto de shopping e, veja só, praticamente vizinha à Rede Globo. A peça inicial tinha sido distribuída poucos dias antes, e pedia a liminar entrega da posse à autora, senhora de setenta e poucos anos e que, por isso mesmo, reclamava andamento processual acelerado.

    Ele não tinha sequer lido a inicial. O carimbo revelava que tinha sido distribuída depois das seis da tarde e o advogado que a levou, não o tendo encontrado (saía sempre perto das seis), despachou com o juiz auxiliar que, já sabendo como trabalhava o seu titular, meteu um "J. conclusos, com urgência.", para que o processo fosse ao colega zarolho, um pouco mais rápido.

    Examinou um mapa, que a requerente apresentou: ela queria, nada mais, nada menos, que um terço da imensa favela. "Tocar a vidinha o cacete" - pensou. "Uma área dessas deve valer mais que cinco, seis milhões. E o cunhadão, safado, de olho no espólio da viúva...".

    Além do mapa, tinha escritura, tinha certidão da matrícula, tinha pagamento de carnês de IPTU, tinha fotografias, tudo. "Uma liminar fácil", pensou. "Mas não vou conceder, não".

    Fechou os olhos esquinados, enquanto pensava. Reclinou a cadeira e trançou os dedos sobre a gravata Dormeuil. (Se alguém entrasse na sala de audiências, aquela hora, poderia perceber que as pálpebras revelavam globos mais saltados que o normal: ele não deixava de ser zarolho, nem com os olhos fechados).

    Primeiro, tinha a questão social: sabe-se lá quantas famílias de excluídos vivem naquela área, hoje? Injusto desalojá-los assim, jogando-os na rua. Teria que conversar, antes, com a Prefeitura, com a Polícia Militar. Talvez até com o governador. E tudo por conta de um título de propriedade de mais de cento e vinte anos, em favor da família quatrocentona da velhota. Não, não.

    Depois, era uma grana razoável, caramba. Só os advogados iam beliscar, por baixo, meio milhão! E ele, que daria a cara a tapa, metendo o jamegão na liminar, o que ganhava? O que ganhava por expor-se à imprensa e, quem sabe, até à fúria dos favelados? Nada!

    Não, definitivamente negaria a liminar. Talvez até julgasse extinto o processo logo de cara: era só achar uma razão formal qualquer, para não ter que entrar no mérito e, voilá, mãos limpas; processo resolvido - e ninguém receberia honorários. A única coisa era que... bem, doía deixar passar a oportunidade.

    4.
    Na hora do cafezinho, um colega, mal falado pelos seus trejeitos ligeiramente efeminados, afastou-se da mesa, cujos pequenos e dourados croissants atraíam os juízes como moscas, e chamou o zarolho com o olhar, querendo dizer-lhe algo.

    Hesitou, porque não gostava de ser visto perto do bichinha. Mas o outro insistia, agora com um arquear de sobrancelhas e um arregalar olhos que passavam um pouco dos limites da virilidade média. Aproximou-se.

    - Olha, eu imagino que você não goste de falar no assunto, mas meu sogro tinha um problema na vista igual ao seu.

    - Ora, que... que isso... - Gaguejou, surpreso: primeiro, pelo bichinha ter um sogro:era casado mesmo, então? Depois, por ele ter sido tão direto num assunto que ninguém ousava sequer mencionar, na frente dele.

    - Não, não diga nada, não. Eu entendo. (Tirou um cartãozinho do bolso do paletó). Esse aqui é o médico do meu sogro, ortomolecular. Resolveu o problema em pouco mais de um ano.

    - Ortomolecular? Repetiu, sem saber o que pensar.

    - É. Esse desencontro dos olhos, segundo o médico do meu sogro, é resultado de um desequilíbrio químico. Depois de uns exames, o médico descobre do que o teu organismo está carente e supre a falta, com vitaminas, minerais, essas coisas. Os olhos, com o tempo, voltam para o lugar.

    - Ah, tá, obrigado,  obrigado. E metendo o cartãozinho no bolso: - Vou pegar um café, quer?

    - 'Brigado, já tomei.

    Aliviado, o zarolho voltou para o grupo dos homens. "Ortomolecular o cacete", pensou. Mas, no dia seguinte, pediu à assistente de sala para marcar a consulta. Nunca se sabe, nunca se sabe.

    5.
    Tempos depois, contrariando a sua idéia inicial (coisa que não fazia com freqüência), e já incomodado pela própria demora em analisar a liminar, decidiu chamar o ex-desembargador, que pedira o "favorzinho", para conversar. O velho não quis ir ao Fórum: fez questão de levá-lo ao Piselli, pedir um bourgogne para acompanhar o pappardelle alla moda pentagna, e um dois cálices de sauternes, para arrematar.

    O velho pagou a conta, confiando apenas na promessa do zarolho, que prometia a solução a ideal. Ninguém, senão ele, poderia tê-la imaginado. E ninguém, senão ele, poderia colocá-la em prática.

    O preço? Foi gentil: vinte por cento do valor recebido, no final. Ad exitum, como dizem os advogados. Exigiu adiantados, apenas, cem mil dólares, numa conta estrangeira, que o seu doleiro indicaria para o velho. Confirmado o depósito, daria os detalhes.

    A idéia fora concebida no banheiro, enquanto, mirando-se no espelho, tirava, com uma pinça da mulher, os pêlos mais salientes do nariz.

    Do nada, teve a idéia. Era ousada, mas funcionaria:  concederia a liminar, sob a condição de que não fosse cumprida para valer. Os advogados da velhinha, proprietária do favelão, tentariam executar, chamariam a polícia, convocariam a imprensa. Podiam até combinar antes com os moradores, com alguma associação de moradores, o que fosse.

    Tinham que fingir que não havia meio de reintegrar a velhota na posse do terreno. Umas mulheres chorando, umas crianças com ar de desamparo, quem sabe umas bombas de efeito moral. Não era difícil de arranjar - aliás, era até provável que acontecesse assim mesmo, naturalmente. No fim, apareceria alguém de alguma Pastoral, ou de alguma ONG, ou de algum movimento social. Alguém poderia deitar-se à frente de um carro da polícia ou, melhor, alguém poderia sofrer alguma escoriação, preferencialmente com algum sangramento no couro cabeludo, na orelha, onde ficasse bem visível. O juiz conversaria com os oficiais de justiça, para acertar o conteúdo da certidão: a retomada do terreno era impossível.

    Depois, transformariam a reintegração em desapropriação indireta, movida contra o Estado: afinal, o governo tem que prover a moradia dos excluídos, mas também há de garantir o direito à propriedade dos incluídos, caramba. Logo, se um sacrossanto direito não podia se concretizar, sem afetar o outro, cabia ao Estado pagar a conta, indenizar.

    O favelão seria desapropriado, e todos ficariam felizes: a velhota teria uma vitória moral; o desembargador poderia controlar o andamento da desapropriação, conversar com os peritos avaliadores para darem "valor de mercado" ao imóvel e, se precisasse de dinheiro rápido, podia vender o crédito contra o Estado, com um desagiozinho, para empresas que devem impostos, para compensarem. "Eu posso até indicar algumas", sorriu para a sua imagem no espelho. "Com um modesto finder's fee , claro".

    Enfim, os favelados continuariam onde estavam e quem pagaria a conta seriam os contribuintes. Os mais ricos, no final, pagariam a conta dos mais pobres.  "Justiça social", convenceu-se, orgulhoso.

    Olhando-se assim, de perto, no espelho, surpreendeu-se (seria a medicina ortomolecular, já fazendo efeito?): seus olhos dezarolhavam-se.



    Escrito por Maria B. Moraes às 19h07
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    Uma geladeira…remédios!

    Por Brunno Pessoa

    É com profunda tristeza que começo a página do nosso Diário de hoje (10/12). Diferente do que eu comentei no último Diário do dia 3, segundo números divulgados localmente, 30 famílias blumenenses ficaram desabrigadas com o temporal que caiu na noite de terça para quarta. Rezemos para que as condições do tempo melhorem por aqui.

    Desde segunda-feira, dia que cheguei na cidade e comecei o trabalho voluntário, noto que dia após dia o desastre que aconteceu em Santa Catarina vem perdendo espaço na mídia, enquanto o número de voluntários também tem caído na Vila Germânica, o que anda gerando muita preocupação por parte dos coordenadores e outros voluntários como eu.

    Hoje, quando cheguei na central de cadastros de voluntários, levei um baita susto ao olhar para o galpão onde todas aquelas senhoras trabalhavam com muito carinho e ver que não havia nenhuma delas ali. Todas aquelas mesas, toda aquela linda imagem de união e solidariedade havia se transformado num vácuo, num vazio enorme, que fez doer o coração. Eu queria entender o motivo por elas terem desaparecido, uma vez que as toneladas de donativos ainda continuam por lá, esperando por voluntários para que possam ser distribuídos nos abrigos, então, fui atrás da resposta e fiquei assustado com duas informações, sendo que a última, parece ser boato.

    A primeira notícia é que ontem houve uma reunião e foi decidido que todas as profissionais de educação da prefeitura deveriam retornar às escolas. Eu queria saber o por quê, uma vez que algumas professora voluntárias já haviam comentado comigo que o ano letivo das escolas públicas de Blumenau já havia terminado. A resposta que tive foi que elas iriam ajudar com as doações que chegam diretamente nas escolas. Elas fazem muita falta na Vila Germânica, e agora, o que nota-se é que a maioria dos voluntários eram da prefeitura. A maior parte que restou agora, são voluntários que vieram de outras cidades ou estados. Nota importante: PRECISA-SE DE VOLUNTARIOS! Quer ser um? Pergunte-me como!

    A segunda informação que, no meu ponto-de-vista, chega a ser desumana, e por isso parece ser boato que corre entre os corredores formados por pilhas de caixas e sacos dos galpões, é a de que amanhã o galpão precisará ser esvaziado, pois haverá um evento no local no fim-de-semana. Se a informação procede, isso é absurdo! Há toneladas de donativos ainda estocadas, enquanto caminhões e mais caminhões não param de chegar de toda parte do Brasil. No meu ponto-de-vista, a velocidade em que os donativos chegam está sendo muito maior do que a velocidade em que saem para os abrigos. Ao meu ver, o que acontece é que muitas empresas doam o transporte para entregar os donativos na Vila Germânica, porém, esquecem que há necessidade de transporte para encaminhar o que chega para os abrigos após a triagem. Isso é uma sensação que tenho enquanto estou dentro do galpão, então deixo o meu apelo para que aqueles que conhecem pessoas que trabalham em empresas transportadoras ou possuem caminhões, que proponham-se a nos ajudar nesse trabalho.

    Redução de voluntários e eliminação de um local que recebe e distribui doações. Isso tudo dá a entender que as coisas estão melhores, mas não é verdade. Os voluntários que estavam presentes hoje suaram MUITO a camisa para dar conta de armazenar tudo aquilo que chegava, e há pessoas necessitando dessas doações. Escuto diariamente história terríveis sobre vítimas das enchentes. Amanhã passarei mais detalhes sobre esses importantes assuntos, pois acredito que estarão melhores esclarecidos.

    Pois bem. Por conta da falta de voluntários, enquanto antes eu e mais outras pessoas estávamos responsáveis principalmente pela parte da organização dos colchões e colchonetes que chegavam, dessa vez precisamos mudar de papel e ser mutifuncional. Fizemos tanto o descarregamento como a pré-triagem dos donativos. Foi uma correria só. Era muito estranho entrar no setor de cama/mesa/banho e não encontrar os amigos que fiz lá. Senti falta da alegria e das bobagens que falávamos durante os diversos afazeres ao longo do dia. Fiz bons amigos naquele local e espero não perder contato com eles (trocamos telefones e emails!).

    Enquanto estávamos descarregando um dos caminhões, precisamos descer com uma geladeira antiga, bem pesada. Ao colocá-la no chão, sem querer a porta se abriu, e lá estava: dezenas de caixas de medicamentos foram expulsos do eletrodoméstico e se esparramaram pelo solo. Todos gritaram: "Remédios! Remédios!". Foi Deus que fez aquela porta se abrir, alguém tem dúvida?

    Hoje conheci mais uma pessoa muito especial. A Ana Maria é uma das coordenadoras e um doce de pessoa, com uma garra e sede de vitória que contagia. Hoje eu perguntei a ela se ela conseguiria pra mim duas camisas, pois acabei trazendo quantidade suficiente e o hotel onde estou não dispõe de lavanderia. Minhas roupas, no fim do dia, estão literalmente pretas, encharcadas de suor e fedorentas. Ela conseguiu pra mim duas camisas e me disse em off: "Amanhã vamos juntos na loja de um amigo, quero te dar um presente! Você vai escolher uma camisa de Blumenau, lá tem umas lindas!". Sorri e agradeci muito. Achei muito doce da parte dela.

    Logo depois que saí do almoço, fui numas lojinhas que localizam-se na própria Vila Germância para comprar uns souvenirs. Tem umas coisas bem bacanas e acabei gastando o que não devia, mas vale cada centavo. São lindos e trazem momentos que jamais vou esquecer.

    Ao sair da loja de souvenirs, um grupo enorme de jovens argentinos fazia uma verdadeira algazarra na Vila. Todos estavam vestidos como alemães, estava felizes da vida, tiravam muitas fotos, arriscavam na língua alemã e alegravam o ambiente. Fui com meu portunhol e simpaticamente eles toparam tirar uma foto comigo. A foto ficou demais! Ele todos à caráter e eu no meio. Havia uns 30 no grupo. Foram super simpáticos!

    Com o objetivo de trazer o espírito natalino para a cidade, a prefeitura de Blumenau passa a realizar a partir de hoje diversos eventos natalinos. Hoje estive no Parque Ramiro Ruediger, a duas quadras do hotel onde estou, e local que foi destruído pelas enchentes, mas recuperado rapidamente pela prefeitura. Um lugar muito bonito, com um lago e uma ponte que, no estilo germânico, faz um belo corte neste lago. Na noite de hoje, lá se apresentou a Orquestra e o Coral da FURB (Universidade Regional de Blumenau) - lindas canções natalinas, e apesar de todos os cidadãos estarem muito chocados com a catástrofe, o show emocionou e alegrou a platéia. Os bastões luminosos distribuídos para as pessoas e a queima de fogos foram espetaculares. Filmei! Tirei foto!

    Bem, hoje não estou muito inspirado para escrever, estou bastante cansado. Amanhã retornarei com mais detalhes sobre as situações por aqui.

    Que o espírito natalino continue abençoando Blumenau, essa terra linda que conheci e me conquistou de forma inexplicável.

    http://www.brasilvoluntario.org.br/index.php



    Escrito por Maria B. Moraes às 16h55
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    Site agrupa vagas para voluntários em SC

     
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    Site agrupa vagas para voluntários em S.C.

     


    Página na internet reúne ofertas de trabalho voluntário para organizar  doações e colaborar com vítimas de enchente de Santa Catarina

    SARAH FERNANDES
    da PrimaPagina

     

    O UNV (Programa de Voluntários da ONU) e a Rede Brasil Voluntário lançaram um site para divulgar vagas de trabalho voluntário em todo país. A maioria das oportunidades disponíveis nessa espécie de classificados on-line é para ajudar as vitimas das enchentes de Santa Catarina.

    O lançamento do site Brasil Voluntário faz parte das comemorações da Semana Brasil Voluntário, que acontece entre 2 e 9 de dezembro. Durante esses dias, instituições sociais vão realizar eventos para incentivar mais pessoas a trabalharem voluntariamente. A intenção é ajudar a cumprir o oitavo dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que visa atrair parceiros para ações que colaborem com o desenvolvimento.

    O site Brasil Voluntários vai reunir a programação da Semana e notícias sobre os resultados das ações, além de ser atualizado com ofertas de trabalho voluntário. Nos últimos dias, a ênfase tem sido dada às vagas para Santa Catarina - elas incluem análise de solo, separação de roupas e alimentos, carregamento e descarregamento de caminhões com donativos, atividades de recreação em abrigos, serviços de médicos e psicológicos voluntários e doações de sangue em todo o Estado.

    Em 5 de dezembro, Dia Internacional do Voluntário, serão lançadas oficialmente as versões em francês e espanhol do Online Volunteers, site da ONU que, que assim como a iniciativa brasileira, divulga vagas de trabalho voluntário, mas internacionalmente. O portal já existia desde 2000, mas só em inglês.

    No último dia da Semana, o UNV vai promover palestras com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e com a representante do PNUD Brasil, Kim Bolduc. O objetivo é comemorar os aniversários de 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos e de um ano da TV SUPREN, emissora da organização não-governamental União Planetária.

     

    http://www.pnud.org.br/cidadania/reportagens/index.php?id01=3105&lay=cid

     

     



    Escrito por Maria B. Moraes às 12h38
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    Era Bush - Parte I

        

     Ao tomar posse em janeiro de 2001 George W. Bush teve comportamento semelhante ao de um Juninho típico americano que o Papai George estaria dando uma temporada na Ilha da Fantasia.

    Na Ilha da Fantasia cada um escolhe o personagem que quer ser.

     

     
     

     

      Começou tendo um reino e chamou os amiguinhos para compartilhar a brincadeira, mas como dono do brinquedo mais incrementado ele estaria no comando.



    Escrito por Maria B. Moraes às 12h28
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    Era Bush- Parte 2

     

    Porém, um menino ficou espiando de longe (atrás da árvore) e não gostou da atitude de Juninho. Inesperadamente tirou um estilingue do bolso e acertou em duas torres do castelinho. 

     

     ..................................

    Juninho chorou magoado e o mundo acompanhou .

     

    c

     

    continua...



    Escrito por Maria B. Moraes às 12h28
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    Posto de Arrecadação

    Alunos que se preparam para o Vestibular 2009 também se preocupam com questões humanitárias, como a que no momento o Estado de Santa Catarina está vivenciando.

     

    Um posto de arrecadação de cobertores, roupas e alimentos não perecíveis foi montado no Curso Objetivo, sito à Rua Delfino Cintra nº 100 – fone: 19 32343130 Centro - Campinas e pedem que colaborem com suas doações: nos itens acima citados, como seu tempo em divulgar para o maior número de pessoas.

     

    "Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota." - Madre Teresa de Calcutá

     

    Agradecemos sua atenção e pedimos desculpas se incomodamos, mas o momento é extrema necessidade.

     

    Abraços

     

    Marquinhos e Maria



    Escrito por Maria Moraes às 18h49
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    Psiu!!! Ameaçam nossas cavernas

     

    O Decreto 99.556/90 protegia as cavernas brasileiras e impedia sua destruição há quase duas décadas, o Presidente da República e o Ministro do Meio Ambiente promoveram uma alteração por meio do Decreto nº 6.640, de 7 de novembro de 2008 que dispõe sobre a proteção das cavidades naturais subterrâneas existentes no território nacional e faculta assim, segundo a Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), a destruição que pode atingir mais de 70% das cavernas brasileiras.

    Mencionada Sociedade está promovendo um manifesto a fim de que não haja um retrocesso na legislação espeleológica brasileira e necessita da assinatura de todos nós.

    Não basta dizer que desejamos preservar nosso planeta – precisamos tomar atitudes e uma delas é apoiarmos, com nossa assinatura o protesto contra a degradação das cavernas.

    Cliquem abaixo para assinarem:



    Escrito por Maria Moraes às 09h35
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    M E R D A

     

     
     Ao lerem o titula acima muitos leitores pensarão que surtei ou, quem não me conhece bem ponderará tratar-se de um desabafo chulo, mas estou me referindo à expressão "merd" que no meio teatral é habitual.

    A explicação mais plausível que obtive a respeito de sua origem [1] foi a que na França quando as pessoas se dirigiam ao teatro utilizavam como meio de transporte as carruagens e seus animais defecavam pelas ruas, portanto quanto mais fezes havia nas proximidades das casas de espetáculo maior era também o número de pessoas presentes.

    Com o tempo as companhias teatrais incorporaram a palavra "merd" entre os atores, momentos antes de pisarem no palco como sinal de sorte, sucesso etc.

    Como estamos no Brasil, estou desejando merda ao Grupo de Teatro Tépis, que fará a estréia peça Hoje é dia de Maria às 19 horas do dia 29 de novembro, no Teatro Cultura Lenzi- Campinas,  tendo Marco Aurelio Moraes no papel do Amado.

    Bibliografia:


    [1] Éloïse Mozzani, Le Livre des superstition, Robert Laffont, collection Bouquins, Paris, 1995, ISBN 2-221-06830-0

    Agnès Pierron, Dictionnaire de la langue du théâtre, Le Robert, collection les usuels, Paris,2003 ISBN 2850366897

     

     Marco Aurelio formação teatral



    Escrito por Maria Moraes às 18h17
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    III Feira de Artesanato Batuíra - 2008

    A Instituição Espírita Batuíra

     Oficina de Artesanato Batuíra

     

    Estarão  realizando: 

    Dia: 22/11/2008 (sábado). 

     

    Horário: das 9:00 as 15:00 horas.

     

    Local: IEB – Instituição Espírita Batuíra

    Rua Dionísio Gazotti, 334 -  Vila Mimosa.

    (próximo ao Banco Itaú das Amoreiras)

    VISUALIZAR MAPA DO LOCAL CLIQUE AQUI  

     

    Segundo e-mail que recebemos  será:

     

    "Uma ótima oportunidade para ver e comprar peças

    únicas. Aproveite para antecipar suas compras

    natalinas!

    Reuniremos peças de diversas técnicas artesanais.   

    Sorteios durante todo o evento de

    lindos brindes! "

     

     

    Mais informações ou doações entrar

    em contato pelos e-mails:

    livialuque@yahoo.com.br  ou iebcampinas@yahoo.com.br

     

    e pelos  telefones: 

     

    (019) 3228-1140 com Helena ou

    (019) 2121-2986 com Lívia.

     

     

     

     



    Escrito por Maria Moraes às 10h10
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